É por isso que essa postagem é apenas um resumo sem grandes pormenores. Se você quiser ler mais sobre qualquer uma das etapas basta basta clicar no link referente a elas. Aliás, reparem que vou colocar esse link e outros links essenciais na barra lateral do blog para facilitar a navegação.
Bem, vamos ao conteúdo.
A moagem é a etapa em que, conforme a receita escolhida, separamos os grãos pensando-os em um balança para que em seguida sejam “quebrados” com a ajuda de um moinho (de disco ou de rolos).
Dessa forma expomos o amido que será convertido em açúcar (brassagem), e mantemos a casca o mais intacta possível para auxiliar na filtragem.
Equipamentos utilizados:
- Uma balança de precisão
- Um moinho de disco ou de rolos
- Uma furadeira para “automatizar” a moagem(opcional)
A brassagem é a etapa em que convertemos o amido dos grãos em açúcar para que possam ser posteriormente convertidos em açúcar e CO2 (fermentação).
Existem diversos métodos mas o que utilizamos (e aconselhamos) é a brassagem com múltiplas rampas de temperatura.
Por esse método aquecemos o mosto fazendo uma espécie de cozimento em determinadas faixas (rampas) de temperatura, cada qual com sua respectiva função.
Equipamentos utilizados:
- Um fogão ou fogareiro
- Um panelão
- Um termômetro culinário
- Uma colher para agitar o mosto
- Métodos de controle do PH como o 5.2 Ph Stabilizer (opcional)
A filtragem e a lavagem são as etapas em que, respectivamente, separamos o bagaço do mosto e o lavamos com água quente (~78°C) para extrairmos o máximo de açúcares do mesmo.
Um das partes mais confusas do processo já que existem diversos equipamentos utilizados para filtrar o mosto e pelo menos 2 métodos, “batch sparge” e “fly sparge” (que é o que uso e aconselho), para fazer a sua lavagem.
Equipamentos utilizados:
- Um fundo falso ou uma bazooka
- Uma segunda panela para esquentar a água da lavagem
- Uma jarra e uma escumadeira
- Termômetro culinário
- Grain bag para uma filtragem mais fina (opcional)
- Uma terceira panela (se usar fundo falso) para agilizar o aquecimento da água (opcional)
A fervura é a etapa em que pegamos o mosto filtrado e o aquecemos a temperaturas altíssimas. Essa etapa possui diversas funções como esterilizar o mosto, remover substância indesejadas e isomerizar os alfa ácidos do lúpulo (sem isso não teríamos o amargor característico das cervejas).
Antes e após a fervura costumamos medir a densidade do mosto para ter uma idéia das características que sua cerveja vai adquirir ao término do processo.
Equipamentos utilizados:
- Um fogão ou fogareiro
- Um panelão
- Uma balança de precisão
- Um densímetro e uma proveta de 250ml (opcional mas altamente recomendável para calcular a quantidade de álcool e controlar a sua fermentação posteriormente)
- Um “filtro” de lúpulo – Hop Stopper/filter (opcional)
Após a fervura supostamente bastaria inocular o fermento para a fermentação começar. No entanto, como o mosto ainda está extremamente quente e dessas forma temos primeiro que baixar a temperatura do mesmo para, em seguida, aera-lo.
Com um mosto na temperatura correta e rico em oxigênio as leveduras encontram um ambiente extremamente propício para se reproduzir e converter todo aquele açúcar em álcool e CO2.
Equipamentos utilizados:
- Um chiller de imersão ou;
- Um chiller de contra-fluxo ou;
- Um chiller de placas.
- Equipamento de aeração (opcional)
Provavelmente a etapa mais importante já que muito suscetível a contaminações ou problemas que podem alterar drasticamente a qualidade de sua cerveja.
A fermentação é a etapa em que o fermento, em condições ideais como um ambiente livre de bactérias e em temperatura ideal, “come” o açúcar produzido durante a brassagem gerando no processo álcool e CO2.
Equipamentos utilizados
- Um fermentador
- Um airlock (opcional mas recomendável)
É a etapa em que a sua cerveja terá seus sabores e aromas consolidados e é exatamente por isso que é uma etapa importante apesar de não ser imprescindível afinal, se vc engarrafar sua cerveja logo após a fermentação provavelmente terá um resultado aceitável mas não chegaria nem perto do resultado que a mesma cerveja teria se devidamente maturada.
Equipamentos utilizados
- Um fermentador
- Um airlock (opcional mas recomendável)
O priming nada mais é que uma última adição de açúcar na cerveja para que a mesma seja refermentada na garrafa (de forma que gere sua espuma).
Etapa relativamente simples mas que devemos ter muita atenção pois existe o risco de explosão de garrafas se calcularmos errado o priming.
Equipamentos utilizados
- Garrafas vazias e tampinhas, ambos devidamente sanitizadas/esterilizados.
- Uma balança de precisão
- Uma máquina de colocar tampinhas
- Um balde com torneira extratora (opcional mas recomendável)






Caro Henrik, parabéns pelo Blog! Muito didático e explicativo. Acho que já li todos os posts!Excelente para quem está querendo começar como eu.
ResponderExcluirSó queria aproveitar seu conhecimento e tirar uma dúvida com você.
Eu tenho disponível dois tanques de refrigerante post mix em inox, com 19 litros cada. Além dé um cilindro de CO2, mangueiras e manometro.
Pensei em utilizar um tanque como fermentador e depois transferir o conteúdo com pressão de CO2 para o outro tanque para maturar. Assim, o líquido não teria contato com oxigênio.
Só que não é possível utilizar o airlock nos tanques. Minha pergunta é: neste caso, será que é preciso deixar o CO2 da fermentação sair do tanque? ou se eu produzir uma leva de uns 16 litros e deixar um espaço vazio no tanque para ser ocupado pelo CO2, funciona?
Obrigado e parabéns pelo blog.
Rafael.
Essa tecnica não dá certo Rafael, pois iria transferir todo o fermento junto comprometendo assim a clarificação e aumento risco de autolise.
ResponderExcluirO risco de oxidação na trasfega em cervejas não filtradas e não pasteurizadas como as nossas é ínfimo já que a presença de leveduras diminui bastante esse problema.
Faça a trasfega do primario para o secundário normalmente seja por sifonamento ou com uma torneirinha...
abçs
Opa Bode, tudo bem?
ResponderExcluirFantástico o site! Muito bom mesmo! Ao mesmo tempo que consegue ser simples, é muito técnico e profundo. Acho que é o melhor na nossa língua.
Então, só me faltou uma coisa: o que fazer com a cerveja depois do primming e os 14 dias de espera? (além de beber, obvio).
A cerveja deve ir pra geladeira, ou pode-se pasteurizar ela? Quanto tempo dura e tudo mais?
Abraços!
Fala Mateus, depois dos 14 dias vc abre uma para experimentar, o provável é que esteja em seu nível máximo de carbonatação.
ResponderExcluirA partir desse ponto vc pode armazenar na geladeira ou ao ar livre mesmo. So evite ficar gelando e esquentando... se colocar na geladeira só tire na hora de beber!
Quanto a pasteurizar, sou 100% contra e nunca vi ninguem aconselhar tal prática para cervejas caseiras!
Att.
Daniel
Parabéns, acesso o blog toda a semana.
ResponderExcluirBode, parabéns pelas informações !
ResponderExcluirDepois de engarrafada, já que não é realizada a pasteurização, de quanto tempo seria a validade da cerveja ?! Sei que acaba rápido hehehe, mas quanto tempo consigo conservá-las sem estragar ?!
Gustavo
Dificilmente mantenho cervejas estocadas por muito tempo (razoes óbvias hehehe).
ResponderExcluirEsse lance da validade é mto subjetivo, algumas melhoram com o tempo, outras pioram e pouquíssimas estragam...
Fatores que modificaria a validade (p/ +), Usar bastante lupulo e a cerveja ter alto teor alcoolico.
Cervejas como pilsen não melhoram com o tempo por conta dos efeitos de oxidação e pq o aroma de lupulo vai diminuindo...
Enfim, isso é bem complicado de responder hehehe
Caro Bode,
ResponderExcluirAprendi (ou não...) a fazer cerveja através do pessoal de quem comprei meus primeiros equipamentos, há um ano e meio do site "cervejando".
Bem, na apostila dos caras a recomendação é que após a fermentação seja feito o engarrafamento com priming e somente depois de formado o gás a cerveja seja posta em geladeira para maturar.
Vou te confessar que eu me acostumei a fazer assim, mas esta ordem (priming - maturação) é contrária ao que absolutamente todo mundo faz em qualquer lugar do mundo, que é "maturação - priming", incluído aí você também, pelo que vejo do texto.
Você poderia fazer um breve comentário sobre esta questão, por gentileza?
Abraço,
João Marcello
Pessoal, parabéns pelo blog. Passei a semana lendo tudo por aqui e nos links. Irei fazer um curso da Acerva Bahiana esse final de semana. Sou dentista e a questão da sanitização está me deixando um pouco sem dormir. Brinacadeira. Mas eu gostearia de saber com que produtos e equipamento podemos fazer a sanitização. Já li em outros sites e até em artigos, mas queria uma opnião de vocês. Obrigado
ResponderExcluirGabriel, realmente sanitização é um ponto bastante importante!
ResponderExcluirSugiro os sanitizantes a base de iodo que são mais seguros e econômicos. O famoso iodophor é o meu favorito!
Alcool 70 nas mãos quando for manusear os baldes e instrumentos que irão entrar em contato com a cerveja também é importante.
Muito SHow mesmo..... Apenas uma pergunta .Se no caso do PRIMING ñ for feito com "açucar" e sim com o próprio MOSTO (retirado antes da adição do FERMENTO).
ResponderExcluirEx. para 50 litros quantos litros seriam necessarios para a carbonatação "de boa qualidade"......(jcesarss@msn.com)
Muito obrigado cara ... vou tentar fazer a minha cerveja.
ResponderExcluirOlá, vc tem algum material que dispõe sobre a maturação em kegs e tambem como extrair a cerveja do mesmo.
ResponderExcluirLourenço